sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Manifesto Anti-Civilizatório

Cama, mesa e banho quente
A ‘’civilização’’ propagadora do bem-estar
Da economia de ritmo crescente
Ou em crise

Criadora do assoalho, do teto e
Do desabamento literal das famílias

A civilização mãe dos complexos
Dos remédios curantes, do vicio

Civilização berço da histeria
Do stress
E do suicídio.

Desde o primeiro cercado
Desde a posse
Vem se deflagrando pela humanidade
Através dos anos
O dom chefe de todas as maldades
O dom da civilização.

O conhecimento vendido e comprado
A pólvora e a bala
A menina atropelada pelo ônibus
O pai morto pelo filho, produto do avô
O trafico, os milicianos

O ozônio sem identidade
O frio cada vez mais quente
O mar cada vez mais perto

As religiões, o satanismo
O ser humano.

O ser humano bom
E o ser humano mal

São esses os pontos em que me prendo mais
Nos meus tempos de ociosidade
Que são dia após dia, mais dia após dia

A maldade do sec.XXI
A maldade do sapiens

O mal que cercou o primeiro pedaço de terra
O mal que faz o que bem entende

Agora escutem, escutem esse som
Plano de fundo de nossas vidas

Escutem, vamos !

Vocês podem escutar esse gemido

Que não vem de entre quatro paredes
Que não vem do trabalho de parto
Que não vem dos bichos

Vocês já conseguem

É esse o gemido que não cessa
É esse o gemido pedido de socorro
É esse o gemido dor da terra.

FAÇAMOS, A PARTIR DE AGORA, A MAIOR DAS REVOLUÇOES

REVOLUÇAO FEITA A FERRO, SANGUE, PEDAÇOS DE PAU
E MARRETAS

DESTRUAM TUDO QUE VEREM PELA FRENTE
DERRUBEM OS MUROS
DESTROCEM OS CARROS
QUEBREM TODAS AS TELEVISOES
EXPLODAM TODO E QUALQUER POSTO DE COMBUSTIVEL

DESTRUAM TUDO QUE LEMBRE ESSA ” CIVILIZAÇAO”

CONVIDEM OS MENDIGOS, OS CIGANOS E OS RIPPIES
ELES VAO ADORAR O CONVITE

MAS POR FAVOR, DEIXEM SOMENTE OS CAVALETES
OS VIOLOES OS LIVROS DE POEMA
E AS FABRICAS SUSTENTAVEIS DE PAPEL E CANETA

O ÚNICO BEM QUE NOS RESTARÁ DESSE QUE DESTRUÍMOS
É A ARTE.
-ICARO TENORIO(LIEKA BOLINGA)